DESCONSTRUINDO LULA

O primeiro post do blog deste site, ainda em construção, já estava alinhavado quando fui surpreendido pelo desconexo discurso do ex-presidente Lula ao deixar as dependências da Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas em São Paulo. Não resisti e resolvi deixar a matéria iniciada para outra oportunidade. A fala de Lula manteve a estrutura dos incontáveis discursos de natureza política que nos massacra há vários anos. Talvez por não conseguir se defender efetivamente das graves acusações que para nós, que não necessitamos de provas formais para tirar conclusões, estão evidentes, enveredou pelo caminho da conhecida biografia que remonta à sua infância pobre até ao delírio de querer nos fazer crer que os governos petistas erradicaram a pobreza no país. O que isso tem a ver com as investigações que estão em curso? É difícil não ficar chocado por tamanha desfaçatez. Lula partiu para agredir a justiça, a imprensa e as elites sem sequer esboçar uma defesa lógica com relação aos crimes que estão sendo investigados.

As elites… Há alguém mais representativo da elite do que o ex-presidente? Levando um padrão de vida que é negado à esmagadora maioria do povo brasileiro, tem o desplante de tentar iludir o povo com assertivas que não correspondem à realidade. A figura humilde que se esforça para passar é destruída por fatos irrefutáveis demonstrados nas atitudes tomadas na sua trajetória, como por exemplo, o luxuoso avião presidencial, que mais parecia uma exaltação ao ego e que foi adquirido com dinheiro público no exterior em detrimento da indústria nacional, que emprega trabalhadores tão brasileiros quanto ele. Nessa mesma linha de raciocínio, fixemo-nos no próprio discurso político tema desta matéria: a bravata das palestras, ainda em investigação na Operação Lava-Jato, tema no qual o ex-presidente se coloca no mesmo patamar de Bill Clinton e acima de notórios nomes da política internacional. Não tenho nada a ver com a megalomania de Lula, o que peço é coerência, se ele não pertence à elite, ao contrário, é um ser humano preocupado com a pobreza, como se vangloria de cobrar altíssimas somas para “ensinar” alguma coisa, se é que tem alguma coisa boa a “ensinar”, em países de extrema pobreza?

Ataques à justiça e à imprensa só podem ser motivados pela intenção de desestabilizar as instituições. Esses dois segmentos estão sendo os baluartes do momento histórico que estamos vivendo. Sem as investigações profundas da Polícia Federal, sem a atuação do Ministério Público, sem a abnegação e competência do juiz Sérgio Moro e sem a cobertura completa da imprensa, não teríamos desbaratado a maior quadrilha que está levando o Brasil ao naufrágio. Confesso que fui dormir preocupado com o chamamento dos militantes para a sua defesa, tal o grau da histeria do orador e da plateia. Há não muito tempo soubemos pela imprensa de que Lula ameaçou utilizar o “exército do Stédile” se necessário. É preciso que fique claro de que só existe um exército, o Exército Brasileiro, não existe exército do MST, da CUT ou da UNE, isso é muito grave. A histeria me fez lembrar de Hitler e de Stalin e dos horrores do nazismo e do comunismo. A história nos mostra como a histeria coletiva é perigosa.

Nada contra a militância ir se manifestar nas ruas, desde que não sejam ultrapassados os limites da ordem e que não sejam usados métodos de truculência. Fui dormir preocupado. Em princípio, achei que o teor do discurso tinha como origem o desespero de um investigado que não afasta a possibilidade de ser condenado. Entretanto, hoje, quando acordei, fiquei em dúvida entre o discurso consciente de quem elabora uma tática de defesa ou se Lula realmente acredita naquilo que diz para a nação. Será que ele acredita mesmo que erradicou a pobreza no Brasil? Será que ele se julga o mais importante palestrante do mundo? Será que está convencido de ter sido o melhor presidente? Será que ele acha que tem direito a tudo que usufrui hoje, mesmo que tenha sido ofertado por empreiteiras, apesar de ter sido o maior inimigo das empreiteiras quando era da oposição? Se está enquadrado na segunda hipótese é caso para tratamento médico.

Enfim, chegamos a um ponto em que não dá mais para ficar em cima do muro. Quem acredita que as instituições brasileiras estão cumprindo um papel importantíssimo para a construção de um novo país precisa ir às ruas no dia 13 de março, não para confrontar, mas para expressar o apoio, de forma civilizada, àqueles que estão trabalhando no sentido de punir os responsáveis pelos crimes que forem comprovados. Não podemos aceitar que queiram ganhar no grito. É difícil entender como algumas pessoas, mesmo tendo conhecimento da magnitude do desvio do dinheiro e da destruição da economia, ainda consigam ter a coragem de defender os responsáveis por esse verdadeiro caos. Isso não é normal. Ainda bem que esse grupo representa a minoria, apesar de ser mais barulhento e truculento. Respeitar opiniões diferentes deve ser incentivado, entretanto apadrinhar a vilania é coisa muito difícil de aceitar.

14 comentários sobre “DESCONSTRUINDO LULA

  1. Certíssimo !. Temos que apoiar as investigações de corrupção não importando o investigado. Se for inocente, a justiça o dirá. Se não, que pague por seus crimes.

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  2. Lamento que o povo brasileiro tenha sido enganado e dado a vitória ao lula (ele só merece
    letras minúsculas), pois depois veio ele de novo e a dilmanta mais duas vezes. Agora chega, não é? Se em 2018 voltar o lula de novo, eu vou passar a achar que o brasileiro merece o que está sofrendo, para deixar de ser burro

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  3. O cerco está se fechando. Lula caiu num poço com areia movediça, quanto mais se debate mais afunda. A atitude do Juiz Moro há dias atrás foi um balão de ensaio para sentir a reação dos “reds”. Agora é só questão de tempo. Abre os olhos “Nove Dedos”, logo o japa da PF vai bater na tua porta! Dia 13 todo mundo na rua, vamos botar mais um prego no caixão do PT.

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  4. Amigo Nélio. Parabéns pelo lançamento deste seu livro e pelo “site”. Apreciei muito o seu “post” no Blog. Um abração do Tângari

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  5. Caro Nélio,
    Parabéns pela iniciativa. Contribuirá, sem dúvida, para as mudanças que almejamos.
    Forte abraço.
    JM Sobrinho

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  6. Parabéns Nélio.
    Por tua iniciativa, por teu post. Mais uma voz para que o nosso País retome o rumo correto e, assim, de fato, sermos uma grande Nação, sem desigualdades. Chega! Basta de “Nós” e Eles”!
    Grande abraço. Canellas

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